Apresenta Portugal :

 

 

 

Nome oficial

República Portuguesa

Capital

Lisboa

Bandeira

Duas bandas verticais de tamanho desigual (a verde, que ocupa um terço, à esquerda, no lado do mastro; a vermelha, que ocupa dois terços) com escudo de armas sobre a linha que divide as duas faixas e que consiste em uma esfera armilar amarela perfilada em negro e rematada por um escudo no fundo branco, no qual aparecem cinco pequenos escudos azuis, cada um deles com cinco discos brancos; este escudo está dentro de uma orla vermelha sobre a qual se dispõem sete castelos amarelos perfilados em negro.

Hino

“A Portuguesa”

 

TERRITÓRIO

Superfície

92.389 km2 que totaliza território continental e insular (Açores+Madeira)

Pontos culminantes
   
Cume do Pico, na ilha do mesmo nome do arquipélago dos Açores com 2.351 metros;

Malhão de Estrela situado na serra da Estrela 1.991 metros acima do nível do mar.

Ponto mais baixo

Nível do mar

 

CLIMA

Temperaturas médias

Lisboa

Janeiro 11 °C

Julho 22 °C

Porto

Janeiro 9 °C

Julho 20 °C

Bragança

Janeiro 4 °C

Julho 20,5 °C

Faro

Janeiro 12 °C

Julho 24 °C

 

Precipitações médias anuais

Lisboa

708 mm

Porto

1.318 mm

Bragança

973 mm

Faro

453 mm[1]

 

POPULAÇÃO

População

10.562.388 hab

(segundo estimativas de 1995)

Densidade demográfica

115 hab/km2

(segundo estimativas de 1995)

Distribuição da população

34,8% Urbana

65,2% Rural

Principais cidades

Lisboa 2.500.000 hab

Porto 1.200.000 hab

Coimbra  100.000 hab

(censo 1994)

Línguas

Língua oficial : Português

Religiões

97% Católicos

 1% Protestantes

 3% Outros

ECONOMIA

Produto Interno Bruto

88.000.000.000 dólares norte-americanos

(segundo estimativas de 1994)

Principais produtos econômicos

Agricultura e pecuária

Cereais (trigo, centeio), batatas, olivas, uvas, gado bovino, ovino, caprino, suíno, aves de viveiro, derivados de leite e carne

Pesca

Sardinhas, bacalhau, atum, arenques, anchovas, crustáceos

Mineração

Pirita, tungstênio, ferro, cobre, estanho, urânio

Indústria

Têxtil e de calçado, pasta de papel, papel, cortiça, vinho, metalurgia, refino de petróleo, química, conservas de pescado.

População economicamente ativa (por setores)

54,5% Setor terciário (comércio, finanças e administração)

22,7% Setor secundário (indústria, construção e mineração)

10,7% Setor primário (agricultura, silvicultura e pesca)

Principais exportações

Tecidos, calçado, maquinaria elétrica e eletrodomésticos, automóveis, cortiça e derivados do papel, couro e pele.

Principais importações

Maquinaria e material para transportes, produtos agrícolas, têxteis e químicos, petróleo.

Principais parceiros comerciais

União Européia (72%), outros países desenvolvidos (10,9%), países menos desenvolvidos (12,9%), Estados Unidos (3,4%)

Moeda

Euro (Clique para ver)

GOVERNO

Forma de governo

República parlamentarista

Chefe de Estado

Presidente da República

Mandato de cinco anos (eleito por sufrágio universal direto)

Chefe de Governo

Primeiro-ministro

Indicado pelo presidente da República a partir dos resultados obtidos nas eleições gerais para a Assembléia

Poder legislativo

Sistema unicameral

Assembléia da República

230 deputados

Sufrágio

Sufrágio universal para todos os cidadãos maiores de 18 anos

Poder judiciário

Supremo Tribunal de Justiça

Tribunal Constitucional

Forças Armadas

Exército, Marinha (incluindo porta-aviões), Aeronáutica

90.402 soldados recrutados em 1995; os homens entre os 15 e os 49 anos podem ser mobilizados

Divisões administrativas

18 distritos, 2 regiões autônomas (Madeira e Açores), 1 dependência (Macau, que será devolvida para a República Popular da China como Região Administrativa Especial no dia 20 de dezembro de 1999)

EDUCAÇÃO

Principais universidades e escolas técnicas superiores

Universidade de Coimbra

Coimbra

Universidade de Lisboa

Lisboa

Universidade do Porto

Porto

 

1.   INTRODUÇÃO   


Portugal
, república situada na parte oeste da península Ibérica, que limita-se ao norte e leste com a Espanha e ao sul e oeste com o oceano Atlântico. Sua capital é Lisboa.

 

2.   TERRITÓRIO E RECURSOS  


O território português abrange uma parcela continental, com 88.705 Km2 e cerca de 10.500.000 habitantes (estimativas para 1995), e uma parte insular, cabendo à Região Autônoma dos Açores 2.335 km2 e cerca de 240.000 habitantes e à Região Autônoma da Madeira 796 km2 e cerca de 250.000 habitantes.

Portugal continental tem forma aproximadamente retangular, com 861 km de comprimento entre Melgaço (Minho) e o cabo de Santa Maria (Algarve) e 218 km de largura máxima entre a foz do rio Neiva e o rio Douro, ao nordeste de Miranda do Douro. No seu conjunto, 11,6% do território encontra-se acima dos 700 m de altitude e 13,1% não chega a atingir os 200 metros (61,5% dessa parcela está ao sul do rio Tejo).

Dois grandes rios atravessam Portugal no sentido geral leste-oeste, o Douro e o Tejo. Para norte do rio Douro, na parte noroeste, encontram-se as serras da Peneda (1.416 m), Soajo (1.415 m), Gerês (1.544 m) e Marão (1.415 m); para o leste destas serras ficam as áreas planálticas de Trás-os-Montes e Alto Douro. Entre o Douro e o Tejo, do noroeste para o sudoeste, estende-se a cordilheira montanhosa das serras da Estrela (1.991 m), Açor (1.339 m) e Lousã (1.204 m). Ao sul do rio Tejo estão situadas, no nordeste do Alentejo, a serra de São Mamede (1.027 m) e entre o Alentejo e o Algarve a serra de Monchique (902 metros). Os maiores cursos de água em território português são o Douro (322 km), Tejo (275 km), Guadiana (260 km), Mondego (220 km), Zêzere (200 km), Sado (175 km), Vouga (136 km) e Mira (130 quilômetros). Das lagunas, as maiores são Castelo de Bode (3.500 ha), no Zêzere; Alto Rabagão (2.212 ha), no Rabagão; Santa Clara (1986 ha), no Mira. Das terras, 2.965.000 ha são aráveis, 586 mil ha de cultivo permanente, 530 mil ha de pastagens, 3.641.000 ha arborizadas, 44 mil ha cobertos de água e 1.443.000 ha com usos diversos.

Portugal exporta têxteis, calçado, veículos de transporte e máquinas, pasta de papel, cortiça, madeiras, produtos químicos e alimentares (vinho, azeite e tomate); importa combustíveis e outros produtos minerais, produtos agrícolas e alimentares, químicos, papel e madeiras.

Desde 1986 observa-se uma nítida melhoria da situação na infra-estrutura e equipamentos de transportes e comunicações em Portugal. Mantêm-se contudo diferenças significativas em relação à média da União Européia, mesmo tendo em consideração que as características do país determinam diferentes níveis de necessidades.

Portugal é dono de um importante patrimônio natural e evidencia, ao longo do território, uma qualidade ambiental satisfatória comparada com a dos outros países da União Européia. Existem, porém situações pontuais de degradação, sobretudo nos domínios da gestão dos recursos hídricos e da conservação da natureza. As disponibilidades hídricas de Portugal atingem valores cerca de três vezes superiores à média européia.

 

 

3.   POPULAÇÃO E GOVERNO  

Aos cerca de nove milhões e meio de habitantes que vivem em Portugal, devem somar-se três milhões de portugueses espalhados pelo mundo (cerca de 900.000 na França e 600.000 tanto na África do Sul como no Brasil). Dos portugueses, 89% são católicos.

A taxa de população urbana é da ordem dos 55%. Principais centros populacionais: Lisboa, com cerca de 2.500.000 habitantes (área metropolitana); Porto, 1.200.000 (área metropolitana); Amadora, 200.000; Coimbra, 100.000; Setúbal, 90.000. Da população ativa, 10% dedica-se à agricultura, 30% à indústria, 10% à construção civil e obras públicas e 50% aos serviços.

 

 

            1.   Evolução demográfica  
Estabilização demográfica, declínio da fecundidade e envelhecimento.

Depois da intensa emigração para a Europa (anos 60) e do retorno da população das ex-colônias africanas (anos 70), a população acabou finalmente por consolidar-se durante o último decênio, registrando 9.862.540 habitantes em 1991. A estabilização demográfica se deve, em grande medida, a um acentuado declínio da fecundidade, estimando-se em apenas 1,44 crianças por mulher o valor do índice sintético de fecundidade referente a 1994. Em conseqüência deste fenômeno e do aumento da esperança média de vida acentuou-se também a tendência para o envelhecimento da população já iniciada nos anos 70.

 

 

            2.   Retorno dos emigrantes e crescimento da imigração  
Outro traço saliente da evolução demográfica portuguesa nos anos 80 consistiu no fenômeno do retorno de emigrantes. A maioria destes teria fixado residência na sua região de origem. A estrutura tradicional do povoamento rural conheceu, por isso, importantes alterações, dentre as quais se pode destacar o aumento da superfície construída. Paralelamente, verificou-se também ao longo da década de 1980 um crescimento perceptível da imigração, tendo o número de estrangeiros residentes legalmente em Portugal passado de 70.594 em 1985 para 157.073 em 1994. É na área metropolitana de Lisboa e, em menor escala, na área metropolitana do Porto, bem como no Algarve, que as comunidades estrangeiras têm procurado estabelecer-se preferencialmente.

 

 

            3.   Tendência para a concentração populacional  
Apesar da relativa estabilidade nos números globais da população residente em Portugal, o comportamento demográfico das diferentes parcelas do território revela alguns contrastes com o passado recente. Em termos gerais, as alterações podem resumir-se aos seguintes pontos: diminuição da população residente na maior parte do interior, com exceção de alguns centros urbanos, e agravamento das condições de envelhecimento demográfico; reforço da concentração populacional no litoral, não só devido às taxas de crescimento natural mais elevadas, mas também ao fato de que correspondem às áreas de maior oferta de emprego e de destino preferencial dos movimentos migratórios internos e externos.

 

 

            4.   Novos riscos de polarização social e desemprego  

O crescimento das classes médias assalariadas constituiu um dos reflexos mais importantes da recente evolução da economia portuguesa. O esforço de modernização e reestruturação produtiva tem sido acompanhado, contudo, pela acentuação de desigualdades na distribuição dos rendimentos, agravada pela crescente segmentação tanto entre emprego estável e precário, como entre economia formal e informal. Surgem, assim, novos riscos de polarização social entre setores estabilizados e protegidos, por um lado, e, pelo outro, setores precarizados e excluídos nos planos da economia e da proteção institucional. Entre as recentes dinâmicas sócioeconômicas, destaca-se, ainda, o recente mas rápido crescimento do desemprego, que aumentou 74% entre 1992 e 1994, situando-se, todavia, em níveis relativamente baixos (7%) comparativamente com a média da União Européia. Do ponto de vista regional, o problema assume maior gravidade nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Um outro processo de grande relevância é o que tem a ver com a escolarização e com a dinâmica das qualificações profissionais. O aumento da escolaridade nas gerações mais novas fez-se acompanhar pelo crescimento do analfabetismo funcional e pelo reforço da marginalização dos indivíduos com insucesso escolar e sem qualificação profissional específica.

 

 

            5.   Urbanização, cidade e novas formas de povoamento  
Portugal é o menos urbanizado dos países da UE, estimando-se em cerca de 49% o peso da população residente nas áreas metropolitanas e em lugares com mais de 2.000 habitantes (um pouco mais de 55% se considerarmos ainda a população dos concelhos onde é mais intensa a "urbanização difusa"). As transformações econômicas, demográficas e sociais ocorridas nos últimos 20 anos têm tido, contudo, importantes efeitos do ponto de vista da ocupação do território, tendo levado a um desenvolvimento urbano relativamente acelerado e com algumas características originais.

 

 

            6.   A litoralização do povoamento português  
A estrutura do povoamento português reproduz, no essencial, as assimetrias regionais na distribuição da população e das atividades econômicas: é no litoral, sobretudo nos territórios compreendidos entre o rio Cávado e a península de Setúbal, que se concentra cerca de 74% da população residente no território português e o essencial da atividade econômica, onde se encontram os mais importantes centros urbanos do país, bem como os fenômenos mais extensos e complexos de "urbanização difusa"; no interior, por seu lado, a ocupação humana é mais esparsa (com densidades geralmente inferiores a 50 hab/km2), concentrando-se a população em aglomerados rurais ou em centros urbanos de pequena dimensão.

 

 

            7.   Uma rede urbana bipolarizada  

Para além destas assimetrias, a rede urbana portuguesa caracteriza-se ainda pela existência de importantes desequilíbrios de natureza funcional: as duas áreas metropolitanas bipolarizam a rede urbana portuguesa, concentrando em conjunto 37% do total da população residente no País e cerca de 67% da população urbana. Correspondem, além disso, aos dois principais centros econômicos do território nacional, gerando conjuntamente mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional; o escalão urbano imediatamente inferior é constituído pelos centros urbanos do Funchal, Coimbra e Braga, rondando cada um os 100.000 habitantes. Faro, no Algarve, tende a formar uma conurbação com Olhão e Loulé, aproximando-se igualmente este conjunto dos 100.000 habitantes. Évora, embora de dimensão inferior (cerca de 45.000 habitantes), corresponde também a um centro urbano com alguns protagonismo à escala regional; para além daqueles, apenas 10 centros urbanos ultrapassam o limiar dos 40.000 habitantes (Viana do Castelo, Guimarães, Barcelos, Santo Tirso, Famalicão e S. João da Madeira, no Noroeste; Viseu e Leiria no Centro Litoral; e Portimão no Algarve; a maior parte dos restantes centros urbanos tem uma dimensão inferior a 20.000 habitantes e apresenta algum sub-equipamento, dispondo em geral de funções que apenas servem a população local.

 

4.   GOVERNO  

Segundo a Constituição de 1976, revisada em 1982, Portugal é uma república governada por um presidente eleito democraticamente para um período de cinco anos. O presidente nomeia um primeiro-ministro, que é o chefe administrativo do país e preside um gabinete formado por 15 ministros. Normalmente o nomeado é o líder da maioria parlamentar.

O Parlamento, unicameral, se chama Assembléia da República. Seus 230 membros, eleitos segundo um sistema de representação proporcional, ficam quatro anos no cargo.

O poder judiciário é liderado pelo Tribunal Supremo, composto por seu presidente e 29 membros. Submetidos a ele estão os tribunais de apelação e os tribunais ordinários e especiais de distrito.

As máximas autoridades em nível local são os governadores de distrito e as assembléias legislativas distritais. O distrito se subdivide em concelhos, que por sua vez são integrados por um número variável de freguesias.

Administrativamente, o país compreende as regiões autônomas dos Açores e da Madeira (com 30 concelhos e cerca de 200 freguesias) e 18 distritos (com 275 concelhos e cerca de 4.000 freguesias). Devem considerar-se ainda as situações de Macau — território chinês sob administração portuguesa, que passará para a soberania da China em 20.12.1999 — e de Timor Leste — território ocupado militarmente pela Indonésia em finais de 1975, e para o qual Portugal reclama o direito à autodeterminação do seu povo.

5.   ECONOMIA    

 

                1.   Evolução macro-econômica  

 

A evolução da situação econômica em Portugal foi marcada, na última década, pela integração na União Européia e pela implementação de um vasto conjunto de reformas estruturais. Neste período, a economia portuguesa apresentou um desempenho globalmente positivo, beneficiando-se de uma conjuntura européia favorável, tendo conhecido uma fase de expansão que se prolongou desde 1985 a 1991 (taxa média de crescimento anual de 4,4%), ano em que a procura começou a desacelerar. Ao rápido crescimento do produto esteve associada uma intensificação do grau de abertura ao exterior da economia portuguesa. Papel de destaque coube ainda ao investimento público, dirigido sobretudo à construção de infra-estruturas, e aos projetos privados que se beneficiaram de apoios provenientes dos fundos comunitários. O "período pós-adesão" caracterizou-se também por um crescimento do consumo (5,7% ao ano, entre 1986 e 1990) e por uma alteração da estrutura das despesas das famílias, o que produziu efeitos assinaláveis na ocupação do território (residências secundárias, equipamentos de lazer, rodovias e espaços de estacionamento, etc.).

O declínio do setor primário, a industrialização difusa e o rápido crescimento do setor terciário.

As transformações ocorridas na economia portuguesa tiveram origens e impactos muito diferenciados do ponto de vista setorial. Assistiu-se, nomeadamente, a uma redução significativa do peso do setor primário no total do emprego e do PIB; a uma redução também do peso da indústria, embora tenha aumentado o significado do setor industrial exportador, com destaque para o setor automobilístico; a um rápido crescimento do setor terciário, em que se destacou o aumento das quotas dos serviços de apoio à produção (bancos, seguros e serviços prestados às empresas) e da hotelaria, no total do PIB. A este conjunto de transformações associou-se o reforço do despovoamento rural e a continuação da tendência para a litoralização das atividades econômicas. Cerca de 80% da indústria transformadora localiza-se em territórios compreendidos entre o rio Cávado, ao norte, e a península de Setúbal, ao sul, onde se desenvolveram formas de industrialização difusa que se refletem na estruturação da rede urbana e dificultam o bom ordenamento de infra-estruturas, equipamentos e serviços. A evolução observada não permitiu, além disso, ultrapassar muitos dos problemas estruturais da economia portuguesa. A especialização nacional permanece ligada a setores maduros (particularmente têxtil e da madeira) e apoia-se ainda, nos setores tradicionais, nos baixos custos da mão-de-obra, características que num contexto de rápida liberalização do comércio internacional deixam Portugal numa posição algo fragilizada, face à capacidade competitiva das economias emergentes.

            2.   Condições de vida e níveis de consumo  

O consumo é um fenômeno econômico, social e cultural que tem assumido um significado crescente na sociedade portuguesa, acompanhando a evolução registrada nos restantes países da comunidade. Para tal têm contribuído a elevação do nível médio do rendimento familiar, o progresso tecnológico e a mudança de hábitos e mentalidades. No contexto regional, verifica-se um significativo afastamento da região de Lisboa e Vale do Tejo relativamente ao padrão nacional, sendo de realçar quer o menor peso do consumo de produtos alimentares, bebidas e tabaco (30%) quer o maior peso dos consumos associados aos transportes e comunicações (18%), ao ensino, cultura e distrações (5%) e à aquisição de outros bens e serviços (15%). No que respeita às restantes regiões é de sublinhar que a região do Norte apresenta um comportamento muito distinto de Lisboa e Vale do Tejo; a região do Centro é a que melhor resume o padrão nacional; a região do Alentejo é também uma das que apresenta desvios significativos relativamente à média nacional, sendo de relevar a grande importância do consumo de produtos alimentares, bebidas e tabaco, de vestuário e calçado e de equipamentos domésticos; a região do Algarve é a que se aproxima mais do padrão de região de Lisboa e Vale do Tejo. Pode-se concluir que as variações regionais da estrutura do consumo familiar radicam não só nas assimetrias espaciais da distribuição do rendimento, mas igualmente nas diferenças sociais e culturais.

TEXTO RETIRADO DE: 

"Portugal," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

 

Home  |  História  |  Fotos  |  Novidades  

Curiosidades  |  Link's Letras das Músicas

Agenda de Apresentações